Era um primeiro encontro cheio de informações desconexas, histórias que não se completavam, alegrias tolas, cumplicidades gratuitas. Falaram e riram sem reter nada. A questão era apenas estar perto, poder estar dentro. As afinidades foram tão intensas e combinadas que, por mais de uma vez, ele parou no meio da conversa e a encarou. Em outro momento foi a vez dela. Medo? Surpresa? Ainda não havia respostas e nem tempo para procurá-las. Na despedida — meio desconcertada —, ela foi saindo do carro sem deixar o aval do seu beijo. Ele não deixou: a puxou pelo vestido. Quando ela virou, a expressão grave no rosto dele falou mais do que palavras. Ela então pulou em seu colo, segurou seu rosto, afundou as duas mãos em sua barba, olhou em seus olhos e então deu-lhe um beijo descansado, sem a menor pressa de acabar. Ficaram ali, algum tempo, inertes por fora e aos turbilhões por dentro, até ambos se soltarem com uma suspirada desafogante. No dia seguinte, um compromis...